Felipe Peixoto faz corpo a corpo e rebate acusações feitas por carros de som descaracterizados

Mais do que reforçar suas propostas nos três corpo a corpo que realizou nesta quinta-feira, 13 (Centro, Ingá e Largo do Marrão), o candidato a prefeito de Niterói pelo PSB, Felipe Peixoto, rebateu as acusações recentes de que vem sendo alvo, feitas por carros de som sem identificação. A prática ilegal foi denunciada à tarde ao TRE pela Assessoria Jurídica da coligação Cidade Limpa, respaldada em imagens que comprovam a infração.

– Temos vários vídeos comprovando a infração ao artigo 6º da Resolução 23.457/2015 do TSE, que estabelece que toda a propaganda precisa estar vinculada, não pode ser anônima. Já pedimos até a busca e apreensão dos veículos – adianta o advogado Leonardo Honorato.

No primeiro corpo a corpo, no Ingá, Felipe interagiu com comerciantes e moradores como a empresária Giselle Ribeiro, 45 anos, que quis ouvir a resposta do candidato às acusações de que faliu e abandonou a Secretaria de Saúde do Estado.

– Morava no Rio e mudei para Niterói há um ano, encantada pela cidade que tem diversas coisas que gosto. Só que algumas mudaram e as propostas do Felipe estão mais de acordo com o que desejo para Niterói. Conheci ele hoje e fiquei admirada ao ver um político nessa interação, conversando com as pessoas na rua e se dispondo a esclarecer questões como essa. Agora tenho o entendimento dos fatos reais – disse Giselle.

Boataria – Felipe esclareceu que as acusações são mais um boato plantado pela oposição, já que assumiu a pasta com o compromisso de ficar, no máximo, por um ano, e que sairia para tratar da campanha a prefeito. “Cumpri o prazo acordado com o governador antes de aceitar a missão. Mesmo com poucos recursos, sem nunca ter recebido o repasse completo e no ano em que a crise realmente estourou, consegui gerir a secretaria até dezembro e saí com todas as unidades funcionando”, destacou Felipe.

A falta de repasses de verbas provocada pela crise no Estado é comprovada por ação do Ministério Público que recentemente exigiu a transferência imediata de R$ 1,3 bilhão em recursos não enviados ao Fundo Estadual de Saúde (FES), que deveriam ter sido aplicados no setor no ano passado.

– Fiz diversas reuniões com todos os fornecedores para resolver a situação da melhor maneira possível. Só que chega um momento em que o fornecedor não tem mais como prestar o serviço sem receber. Infelizmente, dependemos de repasses do governo que não estavam sendo feitos. Mas saí com a cabeça erguida, com a certeza de que fiz o meu melhor – garantiu Felipe.

Mesmo com a falta de verbas, o ex-secretário contabiliza diversas realizações à frente do órgão, como a criação da Ouvidoria Itinerante e a inauguração da Central Estadual de Regulação Unificada que agilizou os pedidos de consultas, exames, internações e cirurgias. Entre outras ações diferenciadas, Felipe implantou uma Corregedoria para investigar contratos e serviços, com a atuação resultando, por exemplo, na descoberta de 700 toneladas de medicamentos e materiais vencidos, adquiridos antes de sua gestão, em quantidades excessivas e sem controle de distribuição.

Propostas para a saúde – Em seu Programa de Governo, Felipe vai reestruturar as unidades municipais responsáveis pelo atendimento básico de saúde, contribuindo para a redução das filas nas UPAS e emergências estaduais, que acabam prestando assistência fora de seus perfis. Para isso, vai modernizar o Programa Médico de Família, com marcação de consultas e exames online, abertura aos sábados e remédios em estoque. Outra proposta do candidato é incorporar as obras do Rio Imagem 2, implantado ali o Centro de Especialidades de Niterói, com médicos especialistas e equipamentos modernos, com consultas e exames no mesmo espaço. Felipe tem ainda propostas de valorização dos servidores da saúde, com capacitação e a realização de concursos públicos.

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